No dia 22 de abril as Nações Unidas celebraram o Dia da Mãe Terra, com um programa repleto de eventos dedicados à proteção do nosso planeta. Maria Fernanda Espinosa Garcés, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, falou apaixonadamente sobre o perigo das alterações climáticas, chamando-as de uma “ameaça existencial do nosso tempo”. Apelou à solidariedade, à ação coletiva e a respostas urgentes para reforçar a harmonia entre a humanidade e com a natureza. Por todo o mundo, os jovens ativistas do clima gritaram exigindo o direito a um ambiente saudável. As palavras da Presidente foram um eco às palavras dos jovens líderes, dizendo “vamos ter a nossa relação com a Mãe Terra como uma herança cultural. A verdadeira generosidade com o futuro é dada no presente.”
O Boletim faz referência ao 18.º Fórum Permanente sobre Questões Indígenas (UNPFII), que decorreu de 22 de abril a 3 de maio, nas Nações Unidas. Com o tema “Conhecimento Tradicional: geração, transmissão, proteção”, o Fórum juntou representantes de milhares de comunidades indígenas vindas de todo o mundo que falaram da importância de proteger as suas terras, língua e cultura e o perigo de as perder. As populações indígenas sentem fortemente a pobreza, sendo apenas 6% da população global, mas 15% dos pobres do mundo. Os seus territórios e o seu sustento são muitas vezes ameaçados pelos mega projetos que prometem lucros financeiros aos Governos, mas não respeitam os direitos dos seus bens comuns.
Algumas representantes da ONG das RSCM participaram em muitos dos eventos realizados durante o Fórum. Um grupo de trabalho da ONG apoiou a delegação da REPAM – Rede Coordenadora da Conferência Episcopal da América Latina em 9 países do Amazonas – e da CIMI (Conselho Missionário de Indígenas do Brasil). Em várias sessões, quatro representantes dos povos indígenas do Amazonas partilharam a sua experiência, com testemunhos comoventes. Foi um tempo privilegiado ouvir “o grito da terra e o grito dos pobres” quando eles falaram sobre a violação dos seus direitos humanos e o impacto que isto tem na zona da Amazónia – “os pulmões da terra”.
Numa outra sessão debateu-se o impacto das barragens hidroelétricas nas terras indígenas, do centro do Canadá. Alguns oradores deram testemunhos comoventes sobre as cheias causadas pela instalação de uma barragem, dizendo que a terra nunca mais voltará a ser o que era. Durante o Fórum realizou-se, também, a apresentação de um programa de pesquisa fundamentado e colaborativo – Nas Pegadas da Mudança. Tem sido desenvolvido ao longo destes últimos quatro anos para documentar e mobilizar as atividades de pesquisa da comunidade universitária nas bacias do Rio Mackenzie (Canadá), com projetos na Bacia do Rio Mekong (Vietnam), e na Bacia do Rio Amazonas (Brasil).
Rede Global de Escolas das RSCM – Semana da Herança RSCM
De 1 a 5 de abril, nas Escolas da Província Americana de Leste, da Rede Global de Escolas das RSCM, celebrou-se “A Semana da Herança RSCM”, com workshops e eventos para estudantes do Ensino Básico. Realizou-se em Londres (Modelo Conferência das Nações Unidas), em Paris (RSCM Maker Faire) e em Roma (Festivais de Artes e Desportos). Diferentes equipas de cada uma das escolas, acompanhadas por alguns professores, participaram nos diversos programas que decorreram em simultâneo.


Estabelecimento de Ensino integrante da Rede Pública.